Transformando Vidas com Else Nakahara

Última atualização: 23/02/2024Por

Olá! Para quem não me me conhece sou a Else Nakahara, Coordenadora de Intercâmbios de Estudo aqui na CAEP.

Venho aqui compartilhar um pouco da minha experiência vivida no quesito intercâmbio, para onde fui, expectativas, experiências e o que fica depois desses anos.

Minha primeira experiência de intercâmbio foi durante a faculdade, quando decidi viajar para o outro lado do mundo, o Japão e logo a Austrália.

Tudo começou com a vontade de morar fora do país e melhorar o inglês, e consequentemente conquistar o tal diferencial no currículo! E foi aí que surgiu a ideia brilhante do intercâmbio.

Até aqui parece tudo bem simples, prático e objetivo, certo? Errado! Foram mais ou menos 6 meses para organizar tudo, encontrar uma agência que me desse suporte, documentos para o visto, documentos para “trancar” a faculdade, deixar procuração assinada…

E agora pula para parte do embarque, finalmente,  aquela clássica despedida da família toda no aeroporto, como se eu estivesse indo para não voltar, afinal 1 ano até que é um tempo considerável!

E lá fui eu, sozinha, com minha vontade de desbravar o mundo e a certeza que conseguiria me virar falando um inglês OK, no Japão, certo? Não de novo!

Desembarquei no aeroporto da cidade que eu iria trabalhar, encontrei com a agência que iria me buscar e levar para a acomodação, e até ai OK. Entrei no carro e o choque! O volante do carro era do outro lado, os carros vinham na “contra-mão”, as placas todas em japonês, não conseguia ler nada! A parte boa é que realmente eram todos de confiança e cheguei no meu destino, sã e salva!

De forma bem resumida, a estadia no Japão foi de enorme aprendizado, e eu achando que iria apenas trabalhar e guarda um dinheiro para gastar na Austrália.

E é com esse pensamento simplista que a gente se engana! Porque ali, sendo “peão de fábrica” eu aprendi a trabalhar, respeitar o valor de cada colega, que existe hierarquia, regras, obrigações, metas, resultados, resumindo, o que é ser responsável.

Depois tem a parte em conhecer pessoas, outros brasileiros, que assim como eu, estavam lá, ralando para guardar algum dinheiro, com objetivos e sonhos diferentes dos meus, mas que igualmente trabalhávamos diariamente 10h ou 12h, em pé.

E a terceira parte é sobre a cultura daquele país, desde a organização para jogar o lixo fora, a obediência em atravessar uma rua, o respeito com o próximo dentro do vagão do trem, o contraste do tradicional com o moderno, convivendo lado a lado, harmoniosamente. É realmente de impressionar.

Bom, terminada a primeira fase do intercâmbio, agora vamos para a parte “boa”! Afinal, já tinha trabalhado muito nos últimos meses, para poder aproveitar a Austrália!

Ah, a Austrália! Eu diria que seria as merecidas férias, se eu não tivesse que estudar e continuar trabalhando, lembrem nem só de glamour vive o estagiário brasileiro

Chegamos na Austrália, e começa tudo de novo! Despedida com os amigos/família do Japão, desembarque na Austrália, e rumo para a casa nova e novas aventuras nesse país em que o sol brilha e ilumina as belas praias!

Bom,  o volante do carro continua do outro lado, os carros continuam na “contramão”, mas pelo menos agora eu conseguia ler as placas e me comunicar em inglês, certo? Errado mais uma vez!

Quando você estuda inglês no Brasil, e você é o que melhor fala inglês da sua família e entre os seus amigos, você acha que é fluente, até chegar na Austrália!

Cheguei na casa de família com quem eu iria morar o próximo mês e percebi, sutilmente, que minha host Family falava comigo em uma velocidade, que na maioria das vezes eu até entendia, mas quando eles falavam entre eles, eu achava que era outro idioma, um alemão talvez? Não, não, era o inglês nativo! Socorro! Foi aí que mais uma vez a realidade caiu sobre minha cabeça, eu não sei nada de inglês! Vou ter que estudar muito para provar para meus pais que eu havia aprendido alguma coisa.

Fazer o intercâmbio na Austrália, novamente foi muito além de aprender inglês! Foi perceber que aprender inglês no Brasil é diferente de morar em outro país e escutar o inglês nativo todos os dias, e que mesmo parecendo impossível de aprender no começo, logo você está falando as gírias em inglês e entendendo tudo, sem precisar pedir para repetir de novo e de novo até você deduzir algo e dar uma resposta que possa fazer sentido.

É fazer amizade com os outros alunos de outras nacionalidades e ter a curiosidade em perguntar como é no país em que ele mora, falar como é no seu país e como é na Austrália e assim passar a tarde conversando em inglês, naturalmente, algo inimaginável no início. E aproveitar para conhecer tudo o que for possível, pessoas, praias, cidades, festivais, ilhas, músicas, parques…

Bom, deu tudo certo, curso de inglês pago, inglês aprendido, retorno para o Brasil, graduação da faculdade, alguns empregos e mais alguns cursos, passam mais alguns anos e de repente a gente está como? Embarcando para a Angola, na África! Isso mesmo!

Após alguns anos de formada e muitos empregos ao passar dos anos, até que chega uma proposta para trabalhar na minha área na Angola. E agora? Partiu Angola!

O que esperar desse país, como é trabalhar lá, essa relação do estrangeiro e do trabalho? É mais uma experiência diferente de todas a outras, a começar por se um país menos desenvolvido que o Brasil, diferente dos outros dois anteriores. A motivação da viagem não foi o estudo e sim o trabalho e a princípio sem uma data definida de retorno ao Brasil.

Foi uma experiência mais curta, em questão de tempo, mas muito mais intensa, com mais tensão, com mais perrengue e desafios! Seja pelo país, seja pela responsabilidade do trabalho, seja pela maturidade da idade, seja por ser mulher e mais jovem que todos os outros colegas de trabalho.

Outros tipos de desafios foram enfrentados e com mais peso de aprendizagem, agora de gestão de empresa, gestão de pessoas, foco, paciência e empatia.

E o que fica de cada uma dessas experiências?

A nossa capacidade em aprender e se adaptar a um novo ambiente, a se desafiar no desconhecido e voltar sabendo que fez o melhor que pode. É desenvolver habilidades que nem mesmo você sabia que tinha! E tudo isso se transforma em conhecimento, que transforma vidas. 

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