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Falar sobre agricultura de alta tecnologia pode fazer imaginar máquinas autônomas, sensores, inteligência artificial, imagens de satélite e dados em tempo real.

Mas existe uma questão básica por trás de muitas dessas tecnologias: há conexão suficiente para fazê-las funcionar?

Segundo análise apresentada pela PwC em suas tendências para o agronegócio em 2026, 67% da área agrícola brasileira não tem conexão.

O número ajuda a dimensionar um problema que muitas vezes fica escondido quando falamos apenas sobre as tecnologias mais avançadas do agro.

Por que a conectividade é tão importante no campo?

Hoje, diversas soluções agrícolas dependem de algum nível de conexão para funcionar ou entregar todo o seu potencial.

Máquinas conectadas, sistemas de gestão, sensores, monitoramento remoto, agricultura de precisão e plataformas de dados podem depender da transmissão de informações entre equipamentos, propriedades e sistemas digitais.

Sem conexão, parte da capacidade dessas tecnologias pode ficar limitada.

É justamente por isso que a conectividade não deve ser vista apenas como acesso à internet. Ela está relacionada à capacidade de utilizar tecnologias digitais no campo de maneira contínua e eficiente.

O desafio não é igual em todas as propriedades

O Brasil tem dimensões continentais e uma produção agrícola distribuída por regiões muito diferentes.

Isso significa que o acesso à conectividade também varia bastante: enquanto algumas propriedades já utilizam máquinas conectadas, sensores e sistemas de monitoramento, outras ainda enfrentam dificuldades para obter uma conexão básica.

Essa diferença cria uma espécie de contraste dentro do próprio agro brasileiro, sendo um lado com tecnologias capazes de produzir e analisar enormes volumes de dados, e outro com áreas onde a infraestrutura necessária para transmitir esses dados ainda não está disponível.

Satélites podem ajudar a conectar o campo?

Uma das alternativas que vem ganhando espaço é justamente a comunicação via satélite.

A própria PwC destaca o impacto da chegada da Starlink em regiões do Cerrado, apontando a possibilidade de oferecer conexão contínua em áreas que antes enfrentavam limitações.

Isso abre espaço para novas aplicações, ou seja, quanto mais propriedades conseguem permanecer conectadas, maior é a possibilidade de integrar máquinas, sensores, sistemas de gestão e plataformas digitais.

Conectividade não é o fim. É a infraestrutura.

É fácil pensar na internet rural como uma tecnologia isolada mas, na prática, ela funciona como uma espécie de infraestrutura para outras tecnologias.

Uma fazenda pode ter sensores sofisticados, utilizar agricultura de precisão e contar com máquinas inteligentes, porém se a infraestrutura de comunicação não acompanha essas soluções, parte do potencial fica pelo caminho.

Por isso, a expansão da conectividade rural é uma peça importante para o avanço da agricultura digital no Brasil.

E o que isso tem a ver com educação internacional?

Conhecer diferentes níveis de conectividade e digitalização também é uma forma de entender como outros países enfrentam desafios semelhantes (ou diferentes) dos encontrados no Brasil.

Nos programas de educação internacional da CAEP, profissionais e empresas podem conhecer propriedades, centros de pesquisa, universidades e eventos que apresentam diferentes soluções para os desafios do agro.

Mais do que observar uma tecnologia pronta, a experiência internacional permite entender em que contexto ela foi desenvolvida, como é utilizada e quais problemas busca resolver.

No agro, conhecimento também é infraestrutura.

Amplie seu repertório conhecendo tecnologias, sistemas e soluções aplicadas ao agro em diferentes partes do mundo com a CAEP!

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