EPISÓDIO 2: INTERCÂMBIO AGRÍCOLA

Hey, comunidade Caep!! Temos hoje no blog o segundo episódio do “bate-bola jogo rápido” mais esclarecedor do mundo AGRO que você vai conhecer nessa rede online! Respondemos as perguntas mais recorrentes sobre intercâmbio agrícola, de uma forma bem ligeira! É pá pum!

1. Quais os países de destino disponíveis atualmente?

Estados Unidos, Holanda e Nova Zelândia.

Israel também está disponível, mas o programa é voluntário.

2. O intercâmbio agrícola é um programa remunerado?

Sim, exceto para o destino Israel.

3. Quais são os requisitos para participar de um programa de intercâmbio agrícola?

Idade, experiência prática na área de interesse e inglês.

4. Quais as opções de áreas disponíveis atualmente?

Estados Unidos: Enologia; Floricultura; Viveiros; Apicultura; Equinos; Fruticultura; Olericultura; Gado de Corte; Gado de Leite; Suínos; Grãos.

Holanda: Floricultura; Fruticultura; Gado de Leite; Olericultura; Viveiros.

Nova Zelândia: Gado de Leite

Israel: Kibbutz

5. Com qual idade posso me candidatar?

Estados Unidos: entre 19 e 28 anos

Holanda: entre 19 e 28 anos

Nova Zelândia: entre 19 e 30 anos

Israel: entre 19 e 35 anos

6. Tem período específico para se aplicar e iniciar o programa?

A depender do país de destino e da área escolhida.

7. Quanto tempo dura o programa?

Estados Unidos: mínimo 4 meses e máximo 1 ano;

Holanda: mínimo 3 meses e máximo 6 meses;

Nova Zelândia: mínimo 6 meses e máximo 1 ano;

Israel: mínimo 2 e máximo 6 meses.

8. A hospedagem é na própria fazenda que trabalho?

Sim

9. Qual o nível de inglês necessário para me candidatar?

Nível intermediário, capaz de compreender e conversar em inglês (lembre-se que as instruções do trabalho serão passadas em inglês). Para Israel: inglês ou espanhol básico.

10. O que a CAEP faz?

Resolve toda a burocracia desta viagem para você e cuida dos mínimos detalhes, como emissão do visto e documentos, em conjunto com os melhores parceiros internacionais, para que sua experiência seja incrível. Te orientamos para que você faça a melhor escolha de programa, curso, país e período, auxiliando em todas as etapas, inclusive compra de passagem aérea e demais detalhes personalizados especialmente para você.

Quer entrar em campo e bater esta bola com a gente? Entre em contato clicando aqui.

Lugar de mulher é no AGRO!

Lugar de mulher é onde ela quiser! E no Agronegócio não é diferente!!

 

Agricultoras, pecuaristas, cooperadas, produtoras, executivas e tantas outras profissionais do setor que entraram no negócio para agregar!

 

Chegaram pedindo licença e estão revolucionando um setor inteiro, desde insumos para a agropecuária, produção agropecuária primária, agroindústria (processamento) e AGRO serviços!

 

Hoje, de um setor tradicionalmente masculino, estamos caminhando para uma tendência onde a presença de ambos os gêneros se equipara e complementa. Uma salva de palmas para essa mudança de cenário!

 

E foi diante do aumento da participação das mulheres no agro, que surgiu o Congresso Nacional de Mulheres no Agronegócio (“CNMA”): um evento que a cada ano surpreende todos os sexos, de todas as idades. Sucesso desde o primeiro ano do CNMA, a quarta edição, que ocorrerá nos próximos dias 8 e 9 de outubro de 2019 na cidade de São Paulo, destacará a relevância feminina para o avanço inovador, rentável, sustentável e ético do agronegócio. Além de diversas palestras com pessoas renomadas e influentes do setor, o evento reproduzirá conhecimento, apresentará cases de sucesso e promoverá muito networking, principalmente entre mulheres de todo o país. Será um evento rico e inspirador!

Geração de Ar Puro é tema de 2019

O meio ambiente, assim como as áreas da agricultura e pecuária, são temas frequentemente discutidos no mundo agro. Sua importância é relevante para, não somente o agronegócio, mas também para todos os setores da economia e da sociedade global.

 

Dia 05 de junho é o dia dele e, pensando em homenageá-lo, a caep preparou essa matéria sobre como a preservação do meio ambiente pode melhorar a qualidade do ar nas cidades, lugar no qual geralmente a preservação ambiental é esquecida.

 

Equilíbrio – Fonte entre a boa qualidade e geração de ar puro

 

Nosso post foi inspirado na pesquisa “Árvores e os efeitos da floresta na qualidade do ar e na saúde humana nos Estados Unidos”, um material desenvolvido pelo centro de pesquisa avançada da Elsevier, e escrito pelos pesquisadores David J. Nowak, Satoshi Hirabayashi, Allison Bodine e Eric Greenfield.

 

Nela, os pesquisadores alertam que grande parte da poluição do ar nas grandes cidades podem ser relativamente reduzidas com a preservação das árvores e áreas com grande quantidade de verde, como um parque, por exemplo.

 

Contudo, o estudo também conta como a poluição atmosférica, que têm todos os gases poluentes retidos na superfície das folhas – que atuam como um filtro para eles – podem também prejudicar a fotossíntese das plantas.

 

Isso porque os poluentes atmosféricos, ao serem retidos na superfície das folhas, bloqueiam sua respiração e, portanto, afetam consideravelmente a remoção da poluição da atmosfera e a vida dessas plantas, o que remete ao conceito do equilíbrio.

 

“Ter equilíbrio entre a preservação das áreas verdes e a produção de poluentes pode alterar, para melhor, a vida nas cidades e sustentar qualitativamente o meio ambiente”

 

Resfriamento das Árvores – O meio ambiente pode te ajudar a economizar

 

Pode parecer absurdo, mas não é. A economia de energia e gastos é real, caso você realmente se esforce em preservar o meio ambiente. Um exemplo, clássico, é a economia gerada pelo resfriamento das árvores.

 

Em climas quentes, ou na época de verão, as árvores podem diminuir significativamente as temperaturas nas cidades e reduzir os gastos de energia com equipamentos que fariam, automaticamente, essa função.

 

O consumo de combustíveis fósseis seria, dessa forma, reduzido. Investigações experimentais apontam que, nos Estados Unidos da América, a redução com os gastos domésticos do ar condicionado poderiam ser reduzidos de 20% a 30%, apenas com as sombras das árvores.

 

A engenheira agroflorestal e urbana da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Simone Borelli – em fala para o site oficial da campanha do meio ambiente de 2019 – afirma que:

 

“As árvores poderiam reduzir a temperatura das cidades em até 8ºC, diminuindo o uso do ar condicionado e as emissões relacionadas em até 40%” – Simone Borelli.

 

Década da Restauração – Como as Nações Unidas estabeleceram um novo esforço para o plantio das árvores

 

Em 1º de março de 2019, a Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a “Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas”, validada para os anos de 2021 – 2030.

 

Os esforços devem promover o plantio de árvores de forma fundamental para:

 

# Mitigar a mudança climática

 

# Impulsionar a biodiversidade

 

# Restaurar ecossistemas

 

Com isso, a ONU Meio Ambiente pretende utilizar o espaço disponível no planeta – que pode comportar o plantio de mais de 1 trilhão de árvores – para complementar as mais de 3 trilhões de árvores que existem atualmente na Terra.

 

Isso tudo deve ser feito corretamente. O plantio de árvores nativas de cada região não só ajudará a preservar o ambiente local, como restaurará o ecossistema e impulsionará a biodiversidade, dando um direcionamento as comunidades locais para a preservação do planeta.

 

Tudo isso graças ao Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho de 2019 – no qual o grande tema é “Poluição do Ar”. Iniciativas estão sendo proporcionadas pela China, como o objetivo de fazer com que as pessoas enxerguem que a qualidade do ar que respiramos, depende das escolhas de vida que fazemos.

Volatilidade – Saiba como ela atua nas Commodities

Já falamos aqui no blog do mercado das commodities, e expomos também dados interessantes sobre cada uma das principais commodities brasileiras. Agora, vamos falar de algo que afeta diretamente as commodities, que é a volatilidade.

 

Esse tópico pode até parecer técnico, mas fique tranquilo! Vamos te explicar de uma maneira simplificada o que é essa volatilidade – que é até assunto de noticiário – e também vamos te dar um panorama dos principais pontos que ligam ela as commodities. Interessado? Continue a leitura.

 

O que é Volatilidade?

 

De acordo com alguns dicionários online de português, a volatilidade é a característica daquilo que não é firme, daquilo que muda constantemente ou que sofre de constantes mudanças, e é exatamente isso que você deve ter em mente ao falar sobre o tema.

 

Aplicando isso dentro do mercado financeiro e das commodities, a volatilidade é, basicamente, a mudança ou variação entre os preços, em função do tempo. Ou seja, quanto maior o preço e maior a variação em uma base diária, semanal ou mensal, maior a volatilidade.

 

5 Fatores que Contribuem para a Volatilidade das Commodities

 

Acompanhe alguns dos fatores que alteram os preços e mexem com a volatilidade das commodities:

 

Clima

 

Chuva, Sol, Frio e Seca são só algumas das variações climáticas que podem prejudicar, e muito, as colheitas – independente do país ou região em que elas estão plantadas. Portanto, fique atento ao clima. No caso de tempo ruim, é possível que haja escassez de uma commodity no mercado e o seu preço se eleve.

 

Ciclo de Plantio

 

Tudo bem, o ciclo de plantio é uma coisa que se lida todo ano. Mesmo assim, é preciso colocar na ponta do lápis qual será o ciclo da colheita e quanto poderá ser produzido. O motivo é pelo tempo fora desse ciclo, que não apresentará o cultivo dessa ou daquela commodity específica.

 

Oferta e Demanda

 

As vezes, o clima fica perfeito, a colheita produz até mais do que o esperado, fazendo com que a natureza realmente presenteie o produtor com uma belíssima safra. O que poderia dar errado?

 

Uma peste ou um vírus que se espalha entre os animais de pequeno, médio e grande porte e que usariam sua commodity como alimento – assim como ocorre nesse segundo trimestre na China – são um exemplo claro de que a demanda e a oferta sofrem revezes.

 

Geopolítica

 

Sabemos que política é um tema delicado, mas você sabia que até ela mexe com as commodities? Um bom exemplo é a abertura e fechamento do Estreito de Ormuz, um dos principais canais logísticos de transporte de petróleo no oriente médio, e que está em constante tensão com medidas políticas do Irã.

 

Se ele for fechado, consequentemente se trava a rota do petróleo, o que faz com que o suprimento não seja reabastecido nos países que dependem dessa rota, o que torna o petróleo escasso e por sua vez, mais caro.

 

Pragas

 

Um ponto importante – e que a tecnologia tem ajudado muito o produtor rural a superar – são as pestes e as pragas que se instalam nas lavouras. Junto a milhares de outros fatores, como erosão do solo e inundações, podem colocar em risco as safras e os pastos e prejudicar fortemente o abastecimento das commodities, e consequentemente, causar volatilidade.

Por que investir em terras?

Com o aumento do rendimento, e com o mercado se aquecendo para novos investimentos e novas oportunidades, muitos procuram por uma alternativa para aplicar seu dinheiro e ter bons retornos.

 

A valorização do patrimônio imóvel – principalmente de terras aráveis – tem crescido nos últimos anos. Grande parte por conta das condições favoráveis para o cultivo dentro dessas fazendas e pela possibilidade de massiva produção.

 

Só para você ter uma ideia, já no começo dessa década, empresas de investimento brasileiras trabalhavam na aquisição e no desenvolvimento de terras agrícolas, parte pelo lucro e rentabilidade, parte pela capacidade de transformá-las em áreas produtivas.

 

Quer saber mais? Continue lendo nosso post e saiba como grandes potências estão de olho em terras brasileiras e por que investir nessas terras.

 

Olhar internacional – Países que estão na mira dos Fundos Estrangeiros

 

O capital estrangeiro tem tido uma influência crescente no mercado de aquisição de terras global. Entre 2000 a 2016, 42,4 milhões de hectares foram negociados em todo o mundo, através de 1.204 negociações de sucesso, o que representa apenas 0,8% do total da área agrícola mundial.

 

Os 20 países mais visados para esse negócio, podem contabilizar 21,9 milhões de hectares por 675 acordos concluídos com sucesso para compra e venda de terras, o que equivale a 67% do número total de acordos.

 

Em outras palavras, apenas esses 20 países são responsáveis por uma porcentagem expressiva (67%) das terras que são comercializadas para agricultura e outros tipos de funções, através da aquisição internacional de empresas e outras entidades.

 

O maior índice de venda de terras ocorre no Sul do globo. Os 5 países que lideram a lista dos que estão na mira dos fundos estrangeiros e de prioridade na negociação de terras são Indonésia, Ucrânia, Rússia, Papua Nova Guiné e Brasil.

 

Apenas esses cinco correspondem a aproximadamente 46% da área total de transações concluídas (da lisa dos 20 países). Isso equivale a 12.2 milhões de hectares somando as cinco nações.

 

Todos os dados foram consultados com base nas pesquisas da Land Matrix – empresa especializada em produzir dados a respeito da negociação de terras por todo o mundo –  e seu último relatório publicado, o “International Land Deals for Agriculture Fresh insights from the Land Matrix: Analytical Report II”, de 2016.

 

O importante de visualizar todos esses dados, é que você tenha pelo menos uma ideia da proporção de toda a área negociada e a possibilidade de rendimento de toda essa terra. Apenas para colocar toda essa terra de um jeito que você possa imaginar, somando todas as negociações de sucesso, podemos obter uma área que é maior que a própria Alemanha inteira – de 35,7 milhões de hectares.

 

O Mundo em Expansão – Por que Fundos Estrangeiros estão atrás de Terras em outros Países

 

Todos esses números refletem o aumento do investimento em terras. Você consegue pensar em alguns motivos para toda essa movimentação financeira? Muito bem, basicamente, o principal motivo que podemos te listar é que o mundo está em expansão.

 

A taxa de natalidade – mesmo que alguns países tenham problemas com ela, como o Japão, por exemplo, que sofre com uma natalidade baixíssima nos últimos tempos – continua alta, e isso reflete diretamente no consumo de alimentos.

 

Para que haja um aumento na produção de alimentos, é preciso um aumento da reserva de terras que são destinadas a produção de grãos – que consequentemente servem também de ração animal– que por sua vez alinha a produção de insumos, carne e leite da pecuária, gerando a maioria da produção alimentar mundial.

 

A China, por exemplo, é um gigante econômico e possui uma população de mais de 2 bilhões de bocas a serem alimentadas. Mesmo que sua principal diretriz interna seja o investimento na agricultura, uma parcela pequena das terras chinesas são agricultáveis, se comparadas ao total do país e sua demanda.

 

Tanto é, que a China – através do BRICS – é a maior importadora de Soja brasileira, com investimentos que chegam na casa dos US$ 4,75 bilhões de dólares, no período de janeiro a março de 2019.

 

Uma das alternativas que ela encontrou, foi o investimento em terras estrangeiras. Conseguindo a aquisição de terras em outros países, a possibilidade do abastecimento familiar fica mais real, além de gerar investimentos a curto, médio e longo prazo para a população chinesa, suas empresas e governo.

Saiba como o Agronegócio Impulsiona o Mundo

O desempenho do setor agrícola tem sido um dos mais expressivos. Grande parte dos produtores se esforçam para que o rendimento brasileiro esteja sempre próximo a algumas das maiores potências do mundo.

 

Isso porque o agronegócio é um dos setores mais rentáveis do planeta, e coloca países como Estados Unidos da América, China e Brasil como líderes no mercado.

 

Assim, neste texto você vai encontrar:

 

  • Como o Agronegócio impacta diversos setores
  • Como são divididas as cadeias produtivas no Agronegócio

Segmentos do Agronegócio – Como sua produção chega na mesa do consumidor

A agricultura pode ser entendida como a atividade que tem por objetivo a cultura do solo para produzir vegetais e/ou para a criação de animais, sendo suas lavouras úteis ao homem.

 

Com o decorrer do tempo, a agricultura e a propriedade agrícola foram se transformando para algo muito maior, alcançando o patamar de uma cadeia produtiva. E, com as diversas mudanças econômicas, políticas e tecnológicas, surgiu a palavra Agronegócio.

 

“O agronegócio, ou agrobusiness, é o conjunto de todas as atividades e negociações envolvidas desde a fabricação de insumos até a produção, o processamento, distribuição e o consumo dos produtos agropecuários ‘in natura’ ou industrializados”

Com essa definição, podemos ter em mente que o agronegócio é muito mais profundo que se pensa, e sofreu uma profunda e irreversível transformação com o passar dos anos.

 

Quem participa do Agronegócio?

 

Vale a pena você ter em mente que, o agronegócio abraça a todos os que contribuem para ele, então, não importa se você é um produtor rural grande ou pequeno, ou o que você produz. Você está dentro do agronegócio e de tudo que ele representa.

 

Sua importância é tamanha, que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, dá uma média de R$ 1,4 trilhão de reais, em desenvolvimento, lucro e movimentação monetária para o país. Esse indicativo apenas serve para confirmar que o agronegócio é o principal pilar da economia brasileira.

 

As Divisões do Agronegócio – Cadeias Produtivas que movimentam o Mundo

Ao se pensar em agronegócio, você precisa ter em mente que ele envolve, desde a produção, sementes, adubos, agroquímicos ou orgânicos, a contratação de pessoas para o transporte e a distribuição desses materiais.

 

A principal divisão dentro da cadeia produtiva do agrobusiness é:

 

# Insumos

# Agropecuária

# Indústria

# Distribuição

 

 

O grande ponto é que essas atividades acima resumem toda a produção do agronegócio. Todas as atividades envolvidas com a agricultura resultam em negócios, e seus sistemas podem ser separados em internos e externos

“As atividades feitas dentro da propriedade rural – que são as internas – e as atividades fora da propriedade rural, que são as externas.”

 

Simples, não? Agora, explicando um pouco melhor, e de quebra enumerando as atividades, temos três etapas que nos fazem ter uma visão interessante sobre o interno e o externo, que são:

 

Antes da Porteira: Essa é a primeira fase das atividades, que é representada pelos fornecedores de insumos, serviços e máquinas, que estão diretamente ligados com os produtores e empresários rurais. São fornecedores de sementes, corretivos, fertilizantes, defensivos e maquinário.

 

Dentro da Porteira: Essa é a fase na qual acontece a produção agropecuária em si, e é o conjunto de atividades desenvolvidas dentro das fazendas e propriedades (por isso o nome). Geralmente envolve o plantio, manejo do solo, tratamento de culturas, irrigação, colheita e outras atividades.

 

Após a Porteira: Essa também é uma fase em que o nome é autoexplicativo. Juntamente com a produção agropecuária, essa é a etapa de armazenamento, industrialização, exportação e consumo final de produtos que foram produzidos.

 

Assim, dá para ver que o agronegócio não tem só um pé na fazenda, mas sim está em todo lugar e forma um sistema de produção e valor que vai desde a base da sociedade até o topo das maiores indústrias do mundo.

5 Técnicas de Conservação do Solo

Todo ano, produtores e empresários rurais lidam com problemas de gerenciamento e aproveitamento de suas produções, e para solucioná-los, criaram diversas técnicas para lidar com o empobrecimento dos nutrientes do solo.
Nossa equipe, também em homenagem ao dia da conservação do solo (15/04), preparou uma lista das cinco mais famosas técnicas de conservação, para que sua terra sempre esteja pronta para dar o que ela pode dar de melhor, frutos!
1º – Conservação da Vegetação Nativa

Essa é uma das mais importantes formas de preservação do solo. A ideia é basicamente manter a vegetação nativa preservada da melhor maneira possível, sem nenhum tipo de alteração brusca, para que os riscos de inundação e deslizamentos de terra sejam reduzidos.
A ação é tão importante para o mantimento do solo, que em 2012 virou a Lei Nº 12.651/12, que dispõe sobre sua proteção e afirma que todas as florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação nativa em si são bem de interesse comum a todos os habitantes do país.
2º – Combate a Erosão

De todos os tipos de erosão, que afetam de várias formas os solos pelos quais percorrem, uma das principais fontes de erosão no Brasil é a Pluvial – consequência do escoamento da água das chuvas pelas plantações – que acarreta em inundações e deslizamentos de terra que agridem e empobrecem o solo.
“Quando a chuva intensa entra em contato com o solo desprotegido de vegetação, retira a sua cobertura superficial e resulta tanto em seu desgaste, quanto em seu empobrecimento. Os impactos ambientais no solo chegam a ser irreversíveis em alguns casos.”, conta Ana Gabriela, agrônoma responsável pelo gerenciamento de experiências agrícolas na CAEP.
As soluções dependem de que tipo de grau a erosão pluvial alcançou, mas a mais comum é a utilização da técnica de curva de nível que, de modo geral, desenha linhas com diferentes altitudes em um mesmo terreno, como “degraus” que facilitam o escoamento dessa água e aumentam a produção.

 

3º – Reflorestamento

O reflorestamento no Brasil, e em grande parte do mundo, é dado através de dois tipos de plantas: o Eucalipto e o Pinheiro. Seu objetivo é, a grosso modo, evitar a devastação de biomas ainda existentes e conter a degradação do meio ambiente.
O descobrimento e a utilização de ambas as plantas foi feito na mesma época, começo do século XX e, até hoje, auxiliam o agronegócio na produção de madeira, perfumes, medicamentos, tecidos e produto alimentícios.
“Essas duas espécies são as prediletas por seu crescimento acelerado, que permite o corte em um curto período e são resistentes a pragas e doenças. Porém, o reflorestamento com espécies nativas da região, por contribuir para a preservação da fauna local, é o mais recomendado.”, explica Ana Gabriela, Engenheira agrônoma formada pela UNESP Botucatu.
4º – Rotação de Cultura

A rotação de culturas é definida como o ordenamento de duas culturas na mesma área agrícola por um tempo indeterminado, mudando de acordo com a estação do ano. Elas servem para evitar a perda de qualidade do solo, uma vez que cada cultura traz um determinado benefício aquela terra.
Entre os benefícios, citados pelo documento “Importância da rotação de culturas para a produção agrícola sustentável no Paraná”, produzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estão: Melhoria da estrutura do solo, aumento da disponibilidade de nutrientes e aumento da biomassa e atividade biológica no solo.
5º – Plantio Direto

O plantio direto é o último item da nossa lista e uma das mais relevantes formar de conservação do solo. É uma técnica de semeadura, na qual a semente é colocada no solo sem que ele tenha sido mexido ou danificado por arados, grades ou máquinas.
Ele melhora a retenção de umidade – o que faz a plantação render mais em anos secos – e reduz consideravelmente a erosão, o que exclui a necessidade de replantio e possibilita a economia de combustível, adubo e sementes.
Essa técnica, hoje, é utilizada em mais de 9 milhões de hectares de terras brasileiras – de acordo com a World Wildfire Fund (WWF) – e atende às recomendações da conferência Eco-92, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
“Convém sempre ter em mente que não existem práticas isoladas de conservação do solo, devendo-se considerar que apenas o conjunto delas é que promoverá resultados satisfatórios no controle da erosão”, como diz o engenheiro agrônomo Mário Ivo Drugowich na obra “Boas Práticas em Conservação do Solo e da Água” da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo.

 

A experiência que enriquece os Agricultores

Embarcamos no dia 25 de agosto de 2018, com um grupo de fazendeiros e profissionais do Agronegócio, para uma completa imersão ao universo da agricultura americana. Um roteiro completo que proporciona um verdadeiro intercâmbio de conhecimento, o #myfarmexperience. Nele o grupo pode desfrutar de visitas a fazendas com alta produtividade e que adotam diferentes tecnologias além da gestão da propriedade,  um tour em uma destilaria de Whisky feito a partir do milho, visita às dependências de um grande fabricante de maquinário agrícola, visita a uma central agrícola para conhecer a estrutura da agricultura americana além de estatísticas sobre a produção e finalizando com um city tour por Chicago sob duas rodas (Segway Tour), além de desfrutar de  compras em Outlet e uma visita a principal loja de caça e pesca dos Estados Unidos, a Bass Pro Shop.

 

O diretor geral da empresa, Flavio Salvadego, acompanhou o grupo e explica que os roteiros das viagens técnicas são feitos sob medida e adaptadas aos brasileiros, portanto é possível realizar uma viagem tranquila e proveitosa para qualquer fase da vida do produtor. Os cuidados vão desde a tradução das visitas técnicas à adequação dos cardápios ao paladar brasileiro. Complementa Salvadego “O produtor rural é muito dinâmico e mesmo os produtores tradicionais estão cada vez mais abertos a novidades. Conseguimos tirar as dúvidas e romper o medo desses profissionais de fazer uma viagem e, consequentemente, de se adaptar às novas tecnologias”.

 

Com o desenvolvimento cada vez mais acelerado e a busca por inovação no campo, profissionais do AGRO buscam cada vez mais novos desafios para o futuro da agricultura do Brasil, onde as viagens de conhecimento tem o poder de ampliar seus horizontes e permitir a expansão dos negócios em tempos de incerteza. O networking e a disseminação do conhecimento serão essenciais para o sucesso da agricultura brasileira.

Qual o valor de uma experiência transformadora?

Sempre fui fascinada por diferentes culturas e decidi que um intercâmbio seria a melhor opção para vivenciar essa experiência.

 

Eu tinha planejado em fazer um Intercâmbio para o aperfeiçoamento do inglês, assim que concluísse o curso de Agronomia. Mas durante um estágio extracurricular nas minhas férias de faculdade, vi um cartaz da CAEP e soube um pouco mais sobre o Intercâmbio Agrícola e sobre a possibilidade de unir o aperfeiçoamento na área agronômica com o aperfeiçoamento do inglês, tendo contato com uma nova cultura.

 

E a partir daí tudo mudou. Oito meses de duração e muito aprendizado profissional e pessoal.

 

Quanto custa uma experiência transformadora? Depois desse Intercâmbio, eu tive ainda mais certeza de que há inúmeras coisas que não têm custo, elas têm valor.

 

O valor de ter conhecido tantas pessoas e ter feito amigos do mundo todo, de ter aprimorado o meu conhecimento agronômico, sob um novo ponto de vista e diferentes sistemas de produção, de ter convivido com uma cultura tão diferente, mas que se tornou parte de mim e principalmente o valor de ter amadurecido tanto por ter que lidar com  situações adversas, o que ocorre quando deixamos a nossa zona de conforto.

 

Não foi fácil deixar minha família, amigos e tudo que eu conhecia, para seguir rumo ao desconhecido. Mas foi transformador!

 

No fim, ficou claro para mim que a experiência que eu tive era de um valor incalculável. E uma descoberta assim só é possível, quando nos abrimos para o novo.

 

Transforme-se e descubra o valor da sua própria experiência nos campos do mundo!

Ana Gabriela | Intercâmbio Agrícola

Formada em Engenharia Agronômica pela UNESP Botucatu, sempre teve interesse em conhecer o mundo. Realizou dois intercâmbios pela CAEP nos EUA, morou na Inglaterra e viajou para outros países a turismo. Conduziu sua carreira atuando em vários setores da Agronomia e também atuou na área de ensino, como professora de inglês. Na CAEP é responsável pelo atendimento (inscrição e aplicação) dos alunos no Intercâmbio Agrícola e no Departamento de Viagem Técnica auxilia na elaboração de roteiros de viagem.

Como complementar a sua faculdade de Agronomia?

A educação é transformadora. No entanto, vivenciar o conteúdo das aulas durante a fase acadêmica permite o aluno de Agrárias perceber a aplicabilidade destes conceitos técnicos abordados em sala de aula.

As Viagens Técnicas de Graduação permitem conhecer a realidade do Agronegócio: Seus desafios e suas oportunidades.

 

A CAEP desenvolveu inicialmente 03 temas de Viagens: Meio Oeste dos EUA – Cinturão verde, com foco em grãos e pecuária; Texas – Uma imersão pela tecnologia em gado de corte e leite no tradicional estado do Texas e Campos do Brasil – Região Central do Brasil.

 

Existem outras possibilidades também; onde as turmas de Agrárias podem escolher o tipo de roteiro e viagem.

Uma excelente opção é a América Latina, pelos Campos Argentinos, visitando feiras agropecuárias, vinhedos, produção agropecuária do Cone Sul e Chile, por exemplo.

 

Para realizar este projeto, é necessário que os alunos se organizem e estabeleçam uma data e tema da viagem. A CAEP irá calcular o investimento e as formas de pagamento.

 

Junte seus amigos e conheçam os campos do mundo !